Neurofeedback, tratamento, treino,

Neurofeedback

 

“Neurofeedback devia ter um papel terapêutico major em muitas áreas difíceis.
Na minha opinião, se alguma medicação tivesse demonstrado tal espectro de eficácia seria universalmente aceite e amplamente utilizada.”


Frank H. Duffy (2000) - Professor e Neurologista pediátrico na Escola Médica de Harvard

 


O Neurofeedback é uma técnica não-invasiva, não-farmacológica e sem efeitos secundários, que recorre a tecnologia avançada para medir a actividade eléctrica natural do cérebro. O conhecimento de que o nosso cérebro emite actividade eléctrica passível de ser captada, medida e interpretada, não é recente e data dos finais do século XIX, quando Richard Caton descobre que flutuações na actividade eléctrica do cérebro eram seguidas de actividade mental. Estudos subsequentes demonstraram que a actividade cerebral podia ser dividida em bandas de frequência (ondas cerebrais): delta (associadas a estados de sonolência), teta (associadas a estados impulsivos; daydreaming), alfa (associadas a estados de relaxamento e bem-estar) e beta (quando fazemos recurso dos nossos processos cognitivos). Com os anos, vários cientistas foram aperfeiçoando as técnicas de controlo destas ondas, tendo sido por volta dos anos 60 do séc. XX, com o avanço tecnológico, que ocorreu o desenvolvimento e aplicação das práticas até aí concebidas.

Através da captação da actividade cerebral, é possível identificar padrões de ondas e em que medidas se afastam do funcionamento normal do cérebro. Isto é, saber especificamente que zonas do cérebro podemos trabalhar e com isso, melhorar a nível cognitivo, comportamental e/ou emocional.


Imaginemos o cérebro como uma pauta musical, onde as notas correspondem às nossas ondas cerebrais. Durante o nosso quotidiano, as notas vão sendo tocadas, o que se irá reflectir nas nossas vivências. Se alguma nota (ou notas) subir ou descer linhas (as ondas estarão em excesso ou em falta), iremos notar no nosso dia-a-dia dificuldades ao nível cognitivo, comportamental e/ou emocional, que poderão, ou não, evoluir para perturbações como a depressão, ansiedade, dificuldade de controlo de impulsos, etc... A maioria, senão todos, os transtornos psicológicos e neurológicos exibem padrões anormais de actividade espectral.        
                                                                                                

 

Em que casos?

  • Medos / fobias; situações de pânico (ataques)
  • Stress / burnout e irritabilidade
  • Insónias e outras perturbações do sono
  • Enxaquecas
  • Alterações de humor
  • Perturbação de Stress Pós-Traumático
  • Estados depressivos e ansiosos
  • Perturbações / pensamentos obssessivos
  • Comportamentos impulsivos
  • Falta de iniciativa / motivação
  • Hiperatividade com e sem défice de atenção
  • Perturbação do espectro do Autismo

 

Como se processa?

  • Entrevista clínica e avaliação electrofisiológica através da realização do qEEG
  • Diagnóstico dos padrões disfuncionais da actividade cerebral e determinação do plano de tratamento
  • Programa de treino standard 20 sessões, com frequência bissemanal e duração de 1 hora
  • Entrevista clínica e reavaliação electrofisiológica através da realização do qEEG após o término do programa
  • Avaliação das mudanças após o fim do treino de Neurofeedback através dos dados recolhidos na entrevista clínica e no qEEG