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Aconselhamento Vocacional e Coaching de Carreira



Para que serve o aconselhamento vocacioanl



como funciona o aconselhamento vocacional




estrutura do aconselhamento vocacional

 

Com participantes adolescentes, os seus pais/agentes educativos poderão estar presentes na 4ª (e última) sessão, a fim de tomarem conhecimento sobre as principais soluções encontradas durante o processo colaborativo com o Psicólogo.

Após o processo estar concluído, será enviado o Relatório-Síntese via correio e por e-mail.



Esquema síntese do processo de Aconselhamento Vocacional e

 Coaching de Carreira


 

1) A primeira sessão visa aferir os objectivos que o jovem pretende alcançar, bem como as questões que ambiciona ver respondidas ao longo do processo. É realizada uma entrevista com o intuito de explorar o percurso biográfico e recolher informações essenciais sobre o jovem (interesses, tempos livres, rendimento escolar, projectos futuros). Para mapear as aptidões mais fortes e as menos desenvolvidas, utiliza-se uma prova para avaliar o raciocínio verbal, espacial, numérico, abstracto e mecânico.

2) Na segunda sessão, o/a Psicólogo/a irá sugerir diferentes actividades com vista à promoção do autoconhecimento. Posteriormente, será realizada uma prova para inventariar os interesses profissionais.


3) Na terceira sessão, dá-se continuidade aos exercícios de exploração vocacional e é feita uma apresentação para informar o jovem sobre as opções formativas que estão disponíveis no sistema educativo português. Na última parte da sessão, é apresentado e discutido o perfil de resultados das provas realizadas


4) A quarta sessão pretende ser o momento em que é efectuada uma síntese do processo e se integram todos os dados obtidos. Face a esses dados e às possibilidades de escolha, é feito um exercício reflexivo com o intuito do jovem (1) encontrar soluções para as questões que trouxe no início do processo de Aconselhamento Vocacional e (2) delinear um projecto de carreira com significado, que lhe traga satisfação pessoal.







Quais são as bases dos nossos programas?

Sabemos que o mundo do trabalho conhece momentos de transformação acelerada, que acabam por fazer emergir a necessidade de repensar os modelos de aconselhamento vocacional.

A prática psicológica deverá espelhar essa dinâmica transformacional das profissões e das carreiras, adoptando novas formas de avaliação e intervenção vocacional, que sejam congruentes com as mudanças da educação, da sociedade e do mundo do trabalho.

Assim, os nossos programas de Aconselhamento Vocacional estão alinhados com as melhores práticas recomendadas por especialistas e investigadores proeminentes no campo da Psicologia Vocacional.

Conceptualmente, integram princípios essenciais de vários modelos de referência que se complementam do ponto de vista da teoria e prática científica, nomeadamente:

  • O modelo de tomada de decisão de Krumboltz (2004), que visa promover e desenvolver a prontidão individual para a tomada de decisão, atendendo a vários factores que influenciam as escolhas vocacionais (como por exemplo, factores genéticos, ambientais, capacidades individuais, modelos sociais);
  • A visão de Krumboltz e Levin (2004) de que as oportunidades de carreira surgem, muitas vezes, de acontecimentos inesperados e acções imprevistas, que podem ser descobertas, criadas e melhor aproveitadas quando se adopta uma postura de optimismo, flexibilidade, curiosidade e persistência;
  • A perspectiva de Savickas (2012, 2015) Life Design, que considera o indivíduo como sendo um projecto em construção permanente, cuja identidade se desenvolve ao longo da vida, através da reflexão criativa e da atribuição de significado pessoal a memórias passadas, às experiências presentes e às aspirações do futuro;
  • O modelo de Taveira (2001), que nos apresenta um modelo estruturado de aconselhamento vocacional, salientando a importância da relação colaborativa estabelecida entre o Psicólogo e a Pessoa, da ajuda na gestão da ansiedade e das preocupações subjacentes aos momentos de transição, e do desenvolvimento crescente da confiança e autonomia da pessoa para reflectir sobre si mesma e realizar os passos necessários à execução dos seus planos de carreira.



Referências bibliográficas

Krumboltz, J.D., & Levin, A.S. (2004). Luck Is No Accident: Making the Most of Happenstance in Your Life and Career. Atascadero, CA: Impact Publishers.

Krumboltz, J. D. (2004). Creating and capitalizing on happenstance in educational and vocational guidance. In Jean-Pierre Dauwalder, Roland Kunz and Jorg Renz (Eds.), Quality development in vocational counseling and training (pp. 30-34). Berne, Switzerland: Herausgeber.

Taveira, M. C. (2001). O Modelo de Intervenção Vocacional por Programas. Casa Pia de Lisboa.

Savickas, M. L. (2015), Life-Design Counseling Manual. Publisher: Mark L. Savickas. Acedido Novembro, 2015 em http://vocopher.com/LifeDesign/LifeDesign.pdf

Savickas, M. L. (2012). Life design: A paradigm for career intervention in the 21st century. Journal of Counseling and Development, 90, 13-19.